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  1. LIMEN 2026

     

    Limen is a photographic project that explores territory as a space that is simultaneously physical and temporal, understood not as a fixed entity, but as a field of tensions, transitions, and crossings. It stems from a situated experience, where past, present, and future coexist and contaminate one another, proposing a reading of space as a process in continuous reconfiguration.The practice develops through a mixed technique that brings together analogue and digital photography, integrating processes of digitisation, transparency printing, and contact transfer. This method introduces successive shifts between recording, reproduction, and materialisation, rejecting the idea of an image as a fixed and definitive document and embracing photography as an open and unstable construction.Memory runs through the project as an operative condition, informing both the devices used and the decisions involved in capture and materialisation. Each image exists as a variation, taking different forms — print, projection, or transfer — without becoming fixed in a single outcome. Limen is thus constructed as a body of work in permanent transformation, where territory emerges not as a stable representation, but as a hybrid, fragmented, and evolving experience.

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    Limen é um projeto fotográfico que explora o território como um espaço simultaneamente físico e temporal, entendido não como uma entidade fixa, mas como um campo de tensões, transições e atravessamentos. Parte de uma experiência situada, onde passado, presente e futuro coexistem e se contaminam, propondo uma leitura do espaço como processo em contínua reconfiguração.
    A prática desenvolve-se através de uma técnica mista que articula fotografia analógica e digital, integrando processos de digitalização, impressão em transparência e transferência por contacto. Este método introduz sucessivos deslocamentos entre registo, reprodução e materialização, recusando a ideia de uma imagem como documento fixo e definitivo e assumindo a fotografia como construção aberta e instável.
    A memória atravessa o projeto enquanto condição operativa, informando tanto os dispositivos utilizados como as decisões de captura e materialização. Cada imagem existe como variação, podendo assumir diferentes formas — impressão, projeção ou transferência — sem se fixar num único resultado.
    Limen constrói-se assim como um corpo de trabalho em permanente transformação, onde o território emerge não como representação estável, mas como experiência híbrida, fragmentada e em construção.